Cesáreas como um negócio no Brasil

Quando eu estava grávida da pequena E., assisti ao documentário “The Business of Being Born”, de Ricki Lake, como parte de meu “dever de casa” para me ajudar nas escolhas para meu parto. Antes de engravidar, eu não tinha ideia de como eram altas as taxas de cesáreas aqui nos EUA, muito menos no Brasil. Eu tive muita sorte de encontrar um médico “granola” que me apoiou na decisão de tentar um parto completamente natural (sem drogas, sem intervenções). Infelizmente, a natureza não agiu em meu favor e depois de 32 horas com a bolsa rota e nenhum progresso, acabei na sala de cirurgia.

Hoje, li este artigo da Ricki Lake sobre a indústria de cesarianas no Brasil e resolvi traduzir e postar aqui. (Nota: A tradução começa em »»»» e termina em ««««).

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Nascer no Brasil

por Ricki Lake 

Quando estávamos filmando nosso documentário de 2008, The Business of Being Born (O nascimento como um negócio), minha diretora, Abby Epstein, fez várias viagens ao Rio de Janeiro, no Brasil. Nós duas nos tornamos bastante interessadas no Rio porque nos pareceu um lugar onde o parto normal estava sendo gradualmente abandonado. As estatísticas que ouvimos eram espantosas — 93 por cento de todos os bebês nascidos de pais de classe média e alta nasceram através de cesárea. Alguns hospitais privados no Rio tinham uma taxa de cesárea ainda MAIOR do que isso — quase 98 por cento! Havia até uma piada circulando que a única forma de ter um parto normal no Rio era se o médico ficasse preso no engarrafamento. Nós filmamos umas imagens fascinantes, mas no fim o Brasil foi deixado de fora na sala de edição pois decidimos manter o foco do documentário The Business of Being Born nos nascimentos nos EUA.

Cinco meses atrás, Abby e eu lançamos More Business of Being Born (Mais nascimentos como um negócio), nossa série de acompanhamento de  BOBB em quatro partes. Nós voltamos ao Rio para filmar e conseguimos incluir um segmento sobre isso em  MBOBBExplore Your Options: Doulas, Birth Centers and C-Sections (MBOBB: Explore suas opções: doulas, casas de parto e cesáreas) que o jornal The Huffington Post estará transmitindo de graça para o público hoje à noite, dia 7 de maio, às 5 p.m (PST, horário do Pacífico)/8 p.m.(EST, horário da costa leste). Clique aqui para assistir (em inglês).

Há uma infinidade de razões pelas quais a cesárea se tornou o método preferido de parto da classe média brasileira. Primeiro, há um medo generalizado e profundamente enraizado da dor do parto transmitido pelas gerações mais velhas. O medo cultura é tão intenso que muitas mulheres brasileiras têm pavor de passar até mesmo pela menor contração e acreditam que o parto vaginal danificará seus corpos de forma irreparável. Segundo, os médicos e pediatras não praticam em grupos e devem estar de plantão para seus pacientes particulares 24 horas por dia, 7 dias por semana. Claramente, é quase impossível que qualquer ser humano consiga isso a menos que os partos estejam todos agendados.

Por último, a maioria da geração atual de obstetras acreditam que o parto cesárea é mais seguro do que o parto vaginal e não apenas comunicam essa filosofia a seus pacientes como também recusam clientes que estejam considerando um parto vaginal. Nós nos surpreendemos ao descobrir que muitas das mães que entrevistamos na verdade queriam um parto normal mas acabaram concordando com uma cesárea aconselhada pelo médico em algum momento durante a gravidez. Frequentemente, a cesárea é obrigatória por motivos vagos e benignos como um cordão umbilical ao redor do pescoço do bebê, o que ocorre em um terço de todos os partos e normalmente não oferece risco algum.

Retornando ao Rio cinco anos depois, há mais consciência sobre o impacto da realização de tantas cirurgias cesarianas, como taxas mais altas de mortalidade materna e mais bebês prematuros. O movimento de parto natural também está crescendo forte e obtendo sucesso de várias maneiras, mas a cultura não parece pronta para aceitar o parto normal tão cedo. Essencialmente, qualquer pessoa com condições financeiras escolhe ter seus bebês através de cesárea sem questionamentos.

Eu espero que você se junte a nós na transmissão de hoje à noite: 7 de maio, às 5 p.m (PST, horário do Pacífico)/8 p.m.(EST, horário da costa leste) seguido de uma sessão de perguntas e respostas ao vivo comigo e com Abby às 6:30 p.m. (PST, horário do Pacífico)/9:30 p.m.(EST, horário da costa leste) . Clique aqui para assitir no The Huffington Post (em inglês).

Se você não puder assistir ao filme todo hoje à noite, poderá vê-lo em  www.thebusinessofbeingborn.com (em inglês).
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Porta Laço e Faixa de Cabelo

Outro dia eu vi no Pinterest um porta laço e faixa de cabelo feito com uma moldura de quadro, fita para laço e ganchos. Guardei o link para tentar fazer um dia. Pois esse dia chegou mais cedo do que eu esperava pois a pequena E. deu um jeito de quebrar o dela que estava pendurado perto demais do berço.

Eu não tenho muito jeito para artesanato, mas isso foi muito fácil e rápido de fazer. O preço irá depender da moldura e da fita que você escolher, mas pode sair bem barato.

Para fazer o porta laço, você precisa do seguinte:

  • Uma moldura de quadro
  • Fita para laço
  • Ganchos de metal pequenos (com rosca)
  • Um grampeador de madeira (pistola manual)

Primeiro de tudo, retire a parte de trás e o vidro da moldura.

Depois, meça e corte a fita deixando um pouco de sobra para que você tenha espaço suficiente para grampear a fita e corte a sobra depois. Grampeie a fita na parte de trás da moldura fazendo com que a fita fique bem esticada.

Meça a moldura para definir quantos ganchos você irá usar. Marque com um lápis ou caneta o local onde os ganchos serão colocados, distribuindo-os uniformemente usando uma régua.

Depois de marcar a moldura, você pode rosquear diretamente os ganchos na moldura ou usar uma máquina de furar para começar os furos para você.

E pronto! É só pendurar os lacinhos e as faixas de cabelo e pendurar a moldura na parede.

Até que ficou bem bonitinho, né?

Você pode usar a sua imaginação e decorar a parte de cima da moldura com o nome da sua filha (o que eu vou fazer depois), ou pintar a moldura de rosa ou lilás, ou qualquer outra cor que combine com o quarto da sua filha.

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Terceira semana da dieta do Tim Ferriss

Há quase três semanas eu postei aqui no blog sobre a dieta de lentidão de carboidratos do Tim Ferriss. Eu comecei a dieta há exatos 19 dias e já emagreci cerca de 3.500 kg, a maioria na barriga e quadris, sem fazer exercício (bem, se contar que eu levanto quase 10 kg zilhões de vezes por dia e corro atrás desses 10 kg o dia inteiro, acho que minha filha está me ajudando muito com exercícios!).

Hoje, eu abri uma caixa de roupas que já não me cabiam há anos (muitos anos!) e consegui fechar perfeitamente umas 5 calças. Uma delas foi comprada há 8 anos e há 7 que não me cabia! Estou me sentindo “super magra”, apesar de ainda ter uns 18 kg para emagrecer.

No primeiro dia da dieta, eu me senti meio fraca, até meio zonza. Já do segundo dia em diante, me senti muito mais energizada e bem disposta. Às vezes, eu ficava com fome e não conseguia pensar em nada para beliscar, então eu tomava chá. Mas com o tempo acho que meu corpo foi se acostumando e não sentia mais vontade de beliscar. Não vou negar que não tenho uns desejos de vez em quando de comer um chocolate, tomar um sorvete ou devorar uma pizza inteira. Mas acho que os resultados estão falando mais alto. Meu desejo de emagrecer tem sido maior e mais forte do que meu desejo de comer uma torta. Outro dia, eu vi no Pinterest um “cartaz” que dizia mais ou menos assim: “Em 6 meses, não vou me lembrar do gosto deste biscoito, mas vou notar os efeitos dele.” E esse tem sido o meu mantra nas poucas vezes que sinto vontade de chutar o pau da barraca e comer uma porcaria.

Outra coisa de que eu tenho tentado me convencer: comida é combustível. Você precisa dela para ter energia. Só pra isso. Satisfação recebida através de comida não dura muito. Eu me acabo de comer, me sinto bem enquanto estou comendo. Mas depois, bate a culpa, a dor de estômago, o remorso, a balança reclama no dia seguinte… Eu me sinto bem melhor quando como coisas saudáveis e em menor quantidade e é disso que eu tenho que lembrar quando faço minhas refeições. E não tem sido difícil. Acho que depois de um tempo, os desejos somem. Principalmente, porque eu sei que aos sábados poderei comer o que eu quiser.

No meu primeiro “dia de esbórnia”, eu comi panquecas doces no café da manhã e pizza no jantar. Engordei 1 kg. Mas no domingo já estava de volta à dieta, firme e forte, e no final da primeira semana, eu tinha emagrecido mais ou menos 1.5 kg. No segundo final de semana, eu estava viajando (feriadão prolongado) e tive que fazer todas as minhas refeições em restaurantes. Foi muito fácil manter a dieta, pois eu pedia peixe ou carne grelhados com brócolis ou vagem, ovos mexidos simples pro café da manhã. Mas comida de restaurante, por mais que você tente escolher os pratos mais “saudáveis”, não é feita da mesma forma que você faria em casa, sem muita gordura, com ingredientes frescos. Me senti inchada, mesmo estando dentro da dieta. No meu segundo “dia de esbórnia”, comi panquecas doces e pizza novamente. Dessa vez, também acrescentei um lindo brownie com sorvete de sobremesa no jantar. Na segunda-feira, eu me pesei e mesmo assim, tinha emagrecido 1.5 kg.

Conversando com meu marido sobre o “dia da esbórnia”, ele me fez repensar o nome desse dia. Se eu chamar de “esbórnia”, significa que eu posso extrapolar e comer mais do que eu devo (Tim Ferriss diz que é isso que você deve fazer, ficar doente de tanto comer), mas não quero fazer isso, acho loucura ficar doente de tanto comer e não quero mesmo atrapalhar meu progresso. Então, resolvi chamar de “dia normal”, mas, mais uma vez meu marido me fez repensar o nome. Se eu chamar de “normal”, significa que os dias de dieta são “anormais” e não quero ter essa impressão. Então, resolvi chamar de “dia do prêmio”. Sábado será dia de me premiar por “bom comportamento” durante a semana. Dia de me tratar com um belo sorvete de chocolate com direito a calda, chantili, nozes, etc. Dia de comer uma deliciosa pizza, ou até mesmo um simples sanduíche.

Então, é isso. Seis dias de refeições saudáveis, sem açúcar ou carboidratos. Um dia de prêmio. Cerca de 1.5 kg perdidos por semana.

Para refrescar a memória, aqui está a lista de alimentos permitidos na dieta de carboidratos lentos:

Proteínas:
Claras de ovos com um ovo inteiro, para dar sabor
Peito ou coxa de frango
Carne de vaca orgânica de gado que come somente pastagens
Carne de porco
Peixe

Leguminosas:
Lentilhas
Feijão preto
Feijão carioquinha
Feijão vermelho

Legumes e verduras:
Espinafre
Aspargos
Ervilhas
Vagem
Brócolis
Grão de soja
Couve-flor
Chucrute
Tomate
Abacate

Pesquisando um pouco mais sobre o que pode e o que não pode, descobri que o único laticínio permitido nesta dieta é o queijo cottage (consiste basicamente em grãos da coalhada, imersos em uma mistura de creme e sal). Mas quem faz esta dieta, aconselha comer o queijo com moderação, caso você não consiga mesmo ficar sem comer nenhum laticínio. Outra coisa que não está na lista no meu primeiro post é o que Tim Ferriss refere no livro como “mistura de legumes”. Os tipos de legumes em uma “mistura de legumes” variam muito, mas normalmente você encontra brócolis, couve-flor, cenoura e ervilha nos mais simples, ou cenoura, milho, vagem e ervilha em outros. Algumas “misturas de legumes” também contêm abobrinha. Eu comeria cenoura com muita moderação (ou evitaria completamente), pois os alimentos que nascem embaixo da terra armazenam muito açúcar e muitos carboidratos (a mesma coisa vale para ervilha, por ser um amiláceo – contém amido).

Ah, e não pode comer fruta nenhuma nesta dieta. Só no dia do prêmio.

Resumindo, se você me perguntar se a dieta do Tim Ferriss funciona, minha resposta é: sim, funciona! Estou muito satisfeita com os resultados e como tenho me sentido.

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Como quebrar o ciclo?

Outro dia, eu postei aqui um artigo falando sobre a ineficácia da palmada e o quanto isso pode ser prejudicial para a criança. Pois bem, hoje, resolvi escrever sobre minha própria experiência com isso.

É incrível como certas escolhas com relação à forma de criar os filhos pode afetar o seu passado (sua infância) e o seu futuro (o que você deseja para o seu filho). Eu não culpo a minha mãe pelas escolhas dela pois sei que ela não tinha o mesmo tipo de informação disponível assim como eu tenho hoje. Ela provavelmente fez comigo (e com meu irmão) a mesma coisa que os pais dela fizeram com ela. Esse era o modelo de criação de filhos que ela teve.

Eu nunca parei para pensar nisso até escrever aqui no blog sobre a palmada. Eu achava que tinha crescido como uma pessoa “normal”. Mas acabei me dando conta de que não sou “normal”, eu nunca tinha prestado atenção em como as palmadas e os gritos tinham realmente me afetado. Eu não morri,  mas não estou realmente bem. E eu só me dei conta disso no dia em que eu tive que me segurar para não bater na minha própria filha. Muitas vezes, a pequena E. passa dos limites e testa minha paciência e eu tenho que lutar contra o impulso de dar uma palmada nela. Outro dia, eu estava no computador de costas para ela, quando ela me deu uma mordida nas costas. Doeu, levei um susto e pulei. Ela caiu sentada e começou a chorar com o susto. Meu marido veio ver o que era e lá estava eu gritando com uma menininha de pouco mais de 1 ano de idade. Mais tarde, quando eu já estava calma, ele conversou comigo e me fez perceber a minha agressividade. Eu não quero ser igual a minha mãe, não neste sentido. Tem muitas coisas que eu admiro na minha mãe. Muitas mesmo. Ela é uma batalhadora, criou a gente praticamente sozinha. É uma mulher honesta, trabalhadora, com muita moral e super inteligente. Mas, às vezes, é mais fácil falar do que fazer. Essa minha agressividade vem da minha infância. Eu cresci levando palmada e escutando gritos. Esse foi o modelo de criação de filhos eu tive.

A palmada ensina as crianças que violência é a solução dos problemas. Bater ensina que nós podemos e devemos usar coerção física para conseguirmos o que queremos. Se é difícil para qualquer pai ou mãe saber o que fazer quando uma criança desobedece, é mais difícil ainda para aqueles que foram disciplinados com palmadas e castigos físicos quando crianças. Se eu não tivesse feito essa reflexão, eu poderia ter continuado a fingir que está tudo bem. Mas eu tenho acesso a informações, mais do que minha mãe tinha quando eu era pequena. Agora eu tenho melhor conhecimento, então eu tenho que fazer melhor! Pra mim, ser educado (ter conhecimento) é mais do que saber sobre a fralda que você usa em seu filho ou sobre o leite que você compra pra dar pra ele. Conhecimento começa dentro de você, se você não se conhece, não entende a sua própria história, sua dor e de onde ela vem, você não poderá ser uma mãe diferente e melhor para seu filho.  Eu estou fazendo meu melhor para quebrar este ciclo.

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As Leis da Criança

Outro dia eu esbarrei com isso em inglês na Internet (mais especificamente no Pinterest) e achei perfeito para a fase que a pequena E. está agora. Parece que foi escrito pra ela. Segue abaixo a minha tradução.

As Leis da Criança

Se estiver ligado, eu devo desligar.

Se estiver desligado, eu devo ligar.

Se estiver dobrado, eu devo desdobrar.

Se for líquido, deve ser sacudido e depois derramado.

Se for sólido, deve ser esmigalhado, mastigado ou manchado.

Se estiver no alto, deve ser alcançado.

Se estiver na prateleira, deve ser tirado de lá.

Se for pontiagudo, deve ser carregado enquanto corre bem rápido.

Se tem folhas, elas devem ser colhidas.

Se estiver conectado, deve ser desconectado.

Se não for lixo, deve ser jogado fora.

Se estiver dentro da lixeira, deve ser removido, inspecionado e jogado no chão.

Se estiver fechado, deve ser aberto.

Se não abre, devo gritar.

Se tiver gavetas, elas devem ser vasculhadas.

Se for um lápis, devo escrever na geladeira, no monitor ou na mesa.

Se estiver cheio, será mais interessante se for esvaziado.

Se estiver vazio, será mais interessante se estiver cheio.

Se for uma pilha de sujeira, devo deitar em cima.

Se for um carrinho de bebê, não devo, em nenhuma circunstância, andar nele sem protestar.

Ele deve ser empurrado por mim.

Se tem uma superfície plana, deve ser batido em cima.

Se a mamãe está com as mãos ocupadas, ela deve me carregar no colo.

Se a mamãe está com pressa e quer me carregar no colo, eu devo andar sozinho.

Se é papel, deve ser rasgado.

Se tem botões, devem ser apertados.

Se o volume estiver baixo, deve ser aumentado.

Se for papel higiênico, deve ser desenrolado no chão.

Se for uma gaveta, deve ser aberta na minha cabeça.

Se for uma escova de dentes, deve ser inserida na minha boca.

Se tiver uma torneira, ela deve ser aberta no máximo.

Se for um telefone, eu devo falar nele.

Se for um bicho, deve ser engolido.

Se não fica na minha colher, deve ser jogado no chão.

Se não for comida, deve ser provado.

Se for comida, não deve ser provado.

Se estiver seco, deve ser molhado com baba, leite ou água da privada.

Se for um bebê conforto, deve receber protestos com as costas arqueadas.

Se for a mamãe, deve ser abraçada.

– autor desconhecido

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Mãe conserta tudo

E não é?

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Quinoa

Você já ouviu falar de Quinoa? Devido ao seu alto valor nutritivo, muitos já conhecem este grão que pode trazer muitos benefícios à saúde. Pra você ter uma ideia, este grão possui proteína de alta qualidade, baixo teor de colesterol, além das grandes quantidades de vitaminas e minerais presentes.

Propriedades nutricionais da quinoa:

Cada 100 gramas de quinoa contêm:

Calorias (kcal)                                       335

Carboidratos (g)                                    68

Proteínas (g)                                          15

Lipídeos (g)                                           5

Cálcio (mg)                                            112

Fósforo (mg)                                         286

Ferro (mg)                                              9,5

Fibra (g)                                                 5,10

A composição pode variar um pouco, em razão da diversidade de sementes. Quinoa também é repleta de ferro, cobre, zinco, magnésio, lisina e outros aminoácidos essenciais.

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a quinoa é um dos alimentos mais completos que existem. Pesquisas mostram que a quinoa tem o mesmo poder proteico do leite materno. A quinoa pode substituir o trigo na produção de farinha, a soja na produção de óleo, o milho para biodiesel e o arroz na alimentação. Além disso, quinoa não contém glúten. No Brasil é possível encontrar a quinoa em grãos, farinha e flocos em lojas de produtos naturais e alguns supermercados.

Infelizmente, quinoa não faz parte da lista de comidas permitidas na Dieta do Tim Ferriss que estou fazendo…

Como cozinhar quinoa (fonte: Eating Rules)

Seguem abaixo, instruções para cozinhar a quinoa sem deixá-la muito mole. Estes são passos básicos que, muitas vezes, não são explicados na embalagem da quinoa. As instruções abaixo são para 2 xícaras de quinoa. Bastante, mas com um alimento tão rico e saudável, é uma boa fazer uma grande quantidade e utilizá-la em receitas variadas ao longo da semana.

Primeiro de tudo, não esqueça de lavar a quinoa. Coloque 2 xícaras de quinoa em uma tigela com capacidade para pelo menos 6 xícaras. Cubra a quinoa com água fria, lavando-a bem. Em seguida, escorra a quinoa por uma peneira fina. Deixe escorrer e secar por 20 minutos para retirar toda a água. Pular este passo fará com que a quinoa fique muito mole.

Depois que a quinoa secar, torre-a em uma panela até que você sinta o cheiro agradável de noz; cerca de 5 minutos. Isso também retira qualquer água adicional deixada na lavagem.

Retire a quinoa da panela e reserve.

Cozinhar a quinoa da mesma forma que se cozinha arroz é o que causa a batalha para se obter a quinoa fofinha. É muito líquido e a quinoa ficará muito mole. Cozinhe usando 1 parte e meia de grão com 2 partes de líquido. O exemplo deste artigo usa 2 xícaras de quinoa com 3 xícaras de líquido.

Quanto ao líquido, você pode usar caldo (legumes, carne, frango), água ou qualquer outra combinação para alcançar o sabor que deseja. Neste exemplo, usaremos água.

Ferva 3 copos de água em uma panela.

Em seguida, adicione a quinoa torrada e tampe a panela deixando um pouco aberta para que o vapor escape.

Diminua o fogo para médio-baixo e mantenha uma fervura rápida.

Cozinhe por 16 minutos ou até que a água evapore. Retire do fogo e destampe a panela.

Deixe esfriar e descansar por 10 minutos e solte a quinoa com um garfo.

Receita: Salada de Quinoa e Rúcula

2 xícaras de rúcula

1/2 xícara de quinoa cozida

2 colheres de sopa de Pinoli (pode substituir por outro tipo de noz, já que pinoli é caro e difícil de encontrar)

1/4 de abacate, cortado em pequenos cubos

30 gramas de queijo de cabra

1/4 xícara de sementes de romã

2 colheres de chá de vinagre balsâmico

Coloque tudo em uma tigela e misture. Serve duas pessoas.

(Foto e receita: Domestic Fits)

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